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Por Instituto Escolhas
13 setembro 2021
2 min de leitura
Dados sobre ouro ilegal mobilizam lideranças indígenas, embaixadores e mídia
O policy brief “Brasil exporta ouro ilegal”, lançado pelo Instituto Escolhas no início de agosto, tem recebido ampla atenção da mídia nacional e internacional e repercutido junto a influenciadores e ativistas de diversos setores. O documento revelou que 17% (pouco mais de 19 toneladas) do ouro exportado pelo país em 2020 não teve sua produção registrada ou não possuía um título autorizando a extração.
O que está por trás desses dados é a inexistência de um sistema efetivo de rastreabilidade do ouro brasileiro, cuja mineração ilegal ameaça Terras Indígenas e Unidades de Conservação na Amazônia. Por este motivo, no último dia 2, o documento foi entregue às lideranças indígenas Sônia Guajajara e Eloy Terena e à deputada federal Joenia Wapichana durante o acampamento Luta pela Vida, em Brasília, onde povos indígenas acompanharam o julgamento do marco temporal.
Além disso, até o fim de 2021, a equipe do Escolhas cumpre uma extensa agenda de apresentação do policy brief nas embaixadas dos países importadores de ouro brasileiro – a exemplo do Reino Unido, que tem no ouro o principal produto da balança comercial com o Brasil. No encontro com o embaixador britânico, realizado no dia 6 de setembro, o diretor executivo do Escolhas, Sergio Leitão, pediu que o Reino Unido classifique o Brasil como um país de alto risco socioambiental, passo fundamental para que os importadores exijam sistemas de rastreabilidade do ouro, enfraquecendo a mineração ilegal.
Por fim, os dados levantados pelo documento do Escolha foram destaque em reportagens especiais da revista Elle e do programa Fantástico, da TV Globo. Dezenas de outras publicações no Brasil e em outros 33 países também chamaram a atenção para a exploração ilegal do ouro brasileiro e seus efeitos devastadores para o país.
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