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Sistemas Alimentares
Por Instituto Escolhas
23 setembro 2026
3 min de leitura
Área plantada com soja cresce 118% em Santarém, revela estudo
A área plantada com soja na Região Metropolitana de Santarém (PA) cresceu 118% entre 2017 e 2024. O grão já ocupa 61% da área plantada total de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos, os três municípios que compõem a região metropolitana, segundo o estudo “Belém e Santarém: os dois caminhos da alimentação no Pará”, lançado nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Escolhas.
No período, houve uma expansão de 74 mil hectares na área plantada da região metropolitana. De acordo com o estudo, esse crescimento foi impulsionado, além da soja, também pelo milho, cuja área de cultivo aumentou 83%. A expansão dos grãos foi acompanhada pela redução da área plantada com culturas tradicionais, como a mandioca, que teve queda de 72%, e o arroz, que caiu 42%.
O estudo analisou também a Região Metropolitana de Belém, que reúne oito municípios. Diferentemente da Região Metropolitana de Santarém, a expansão da área plantada (45%) em oito anos não mudou o perfil agrícola da região, que continua a ser dominada por culturas regionais, como açaí, mandioca, dendê e cacau.
O estudo inaugura uma série do Instituto Escolhas que analisará os sistemas alimentares das regiões metropolitanas dos nove estados que compõem a Amazônia Legal. É o primeiro desdobramento do estudo Muita soja e pouca mandioca: a alimentação nas regiões metropolitanas da Amazônia Legal, lançado em agosto, que apresentou uma visão abrangente da alimentação nos centros urbanos da região.
Todos os municípios das duas regiões metropolitanas do Pará já aderiram ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). Os compromissos com a segurança alimentar (SAN), porém, dependem ainda da elaboração e implementação dos planos de SAN e da efetiva destinação de verbas para a área.
“Acreditamos que nosso estudo pode contribuir com o olhar mais estratégico para a alimentação desses centros urbanos, servindo como um alerta para a implementação e execução da agenda da segurança alimentar nos municípios e estados”, afirma Juliana Luiz, diretora de Pesquisa do Instituto Escolhas.
“É uma questão urgente. Conforme destaca o estudo, há 103 mil famílias inscritas no CadÚnico em situação de risco de insegurança alimentar grave nas regiões de Santarém e Belém”, diz a coordenadora da pesquisa.
Diante desse cenário, o Escolhas sugere cinco medidas que podem contribuir para o avanço da agenda alimentar no Pará. Entre elas estão a inclusão da alimentação como função pública de interesse comum no Plano de Desenvolvimento das Regiões Metropolitanas, com a devida participação social, e a garantia de recursos orçamentários para o abastecimento, com foco em ações voltadas para a alimentação saudável e sustentável.
Clique aqui para acessar o estudo Belém e Santarém: os dois caminhos da alimentação no Pará e para conhecer as cinco medidas propostas pelo Escolhas.