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Por Instituto Escolhas
12 agosto 2016
2 min de leitura
Senado ratifica Acordo de Paris para combater mudanças climáticas
Para Sérgio Leitão, do Escolhas, ratificação do acordo é sinal de que país deu prioridade ao tema
O Senado Federal aprovou ontem (11) a ratificação do Acordo de Paris para combater as mudanças climáticas, assinado por 175 países em dezembro do ano passado. O texto, que tramitou por menos de quatro meses no Congresso, precisa agora apenas da sanção presidencial para se tornar lei.
Para Sergio Leitão, diretor de Relacionamento com a Sociedade do Instituto Escolhas, a ratificação do acordo é um sinal de que o país deu prioridade ao tema, principalmente pela rapidez com que o texto foi aprovado na Câmara dos Deputados, encaminhado em maio pela presidente Dilma Rousseff, e no Senado. “Houve uma movimentação importante tanto do legislativo quando do executivo para aprovar o texto, com o ministro do Meio Ambiente e figuras como Kátia Abreu (ex-ministra da Agricultura) mostrando apoio”.
O Brasil é o primeiro país com peso para as mudanças climáticas a ter o texto ratificado. “O efeito da ratificação é fazer com que esse acordo faça parte da nossa legislação, o que legitima a sociedade a cobrar os resultados do governo”, apontou Leitão. O Brasil assumiu o compromisso de cortar as emissões de gases do efeito estufa em 37% até 2025 e em 43% até 2030, tendo como alguns dos objetivos centrais reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e alcançar 45% da participação de fontes renováveis na matriz energética.
Segundo Leitão, o apoio do Congresso e do governo federal mostra que o Brasil está disposto a avançar com a descarbonização da economia. “Agora o próximo passo é discutir com o governo como vamos cumprir todas as metas, se no plano econômico, por exemplo, vão começar a destinar recursos para reflorestar os 12 milhões de hectares de florestas que prometeram”.
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