Texto
Notícias da Cátedra
Por Instituto Escolhas
25 junho 2020
3 min de leitura
Policy Brief da Cátedra Escolhas traz ranking de empregos verdes no Brasil liderado pela região Sudeste
A economista Tayanne Arcebispo que assina a quinta edição da série especial, analisou dez setores da economia em todos os estados e no DF
Os maiores índices de empregos verdes estão na região Sudeste, seguida pela região Sul, distribuídos em setores como reciclagem e redução de resíduos, agricultura e reflorestamento, geração de energia renovável, construção verde e proteção ambiental. O ranking é apresentado no Policy Brief “Empregos verdes: qual seu impacto?”, quinto da série especial Cátedra Escolhas, assinado pela economista, Tayanne Renata Arcebispo, bolsista da Cátedra Escolhas de Economia e Meio Ambiente, que tem o Itaú como um dos patrocinadores.
O trabalho utiliza como referência o Índice de Emprego Verde (Green Job Index) e buscou identificar o quão verde é a economia de determinada localidade, a partir da análise de dez setores, nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, entre 2002 e 2014, a partir do “Relatório Anual de Informações Sociais” (RAIS). As informações foram catalogadas a partir da definição de “emprego verde”, ou seja, qualquer emprego classificado pela Occupational Information Network (O*NET). O Índice de Emprego Verde varia de 0 a 1, no qual os resultados mais próximos de 1 revela que a região está próxima da estrutura definida como economia verde, caso do estado de São Paulo com índice de 0,7. E os valores próximos a 0 demonstram o contrário, como é o caso de Alagoas e Acre, com índices iguais de 0,2.
Entre os setores analisados, o de reciclagem e redução de resíduos tem cerca de 1 milhão de empregos e lidera com o índice de 0,42, enquanto o setor de manufatura é maior empregador com 27, 7 milhões de trabalhadores, mas registra o segundo menor índice 0,27.
Segundo a autora, o trabalho contribui para a identificação e quantificação de setores verdes no Brasil para que haja direcionamento adequado às políticas públicas que estimulem a economia verde e que aperfeiçoem a classificação de atividades econômicas e instrumentos de medição de sustentabilidade.
Tayanne Arcebispo acredita que o desenvolvimento sustentável só acontece com o equilíbrio dos três pilares: economia, sociedade e meio ambiente. “Se os formuladores de políticas tiverem essa concepção, toda a sociedade se beneficia. A pesquisa me mostrou o quão são necessários estudos na área de economia e de meio ambiente. O Instituto Escolhas, com o apoio do Programa de Pós Graduação em Economia Aplicada da UFOP, me proporcionou mais uma gratificante oportunidade de me desenvolver como pesquisadora por meio do Policy Brief”, conclui a economista.
Série bolsistas:
“Mudanças Climáticas no Brasil: efeitos sistêmicos sob cenários de incerteza” – Bruno Santos Souza
“Água virtual exportada pelo Brasil por meio de produtos agropecuários” – Jaquelini Gelain
“Quanto custa a imobilidade urbana em São Paulo?” Ricardo Campante
“Veículos GNV, meio ambiente e mercado de combustíveis” – Roberto Amaral
“Empregos verdes: qual seu impacto?” – Tayanne Renata Arcebispo
Sobre a Cátedra
A Cátedra Escolhas de Economia e Meio Ambiente, que conta com o patrocínio do Itaú, oferece bolsas de mestrado e doutorado para estudantes de pós-graduação interessados em estudar Economia em sua interface com o Meio Ambiente. Conheça os bolsistas e os trabalhos desenvolvidos por eles nas redes sociais do Instituto Escolhas.
Desde 2016, a Cátedra já beneficiou 23 bolsistas de diversos estados do Brasil, sendo que doze já defenderam a tese.
Notícias relacionadas
Cuidar da Caatinga garante água para milhões de pessoas. Cuide dela antes que acabe.
Novos projetos de lei sobre fitoterápicos contam com subsídios técnicos do Instituto Escolhas
Vitor Marinho é o novo doutor em Economia da Cátedra Escolhas!
Martin Scorsese e as mudanças climáticas