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Por Instituto Escolhas

21 novembro 2022

2 min de leitura

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Encontros discutem dados preliminares de novo estudo sobre Ater na Amazônia

Os workshops reuniram especialistas, pesquisadores e representantes de associações que atuam no âmbito das cadeias analisadas.

O Instituto Escolhas promoveu, entre 10 e 17 de novembro, uma série de workshops com especialistas para discutir dados preliminares do seu novo estudo sobre Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), com foco em cinco cadeias produtivas da Amazônia: açaí, andiroba, cacau, castanha-do-brasil e pirarucu. A versão final do estudo deve ser lançada já no primeiro semestre de 2023.

“Abordamos tanto cadeias mais consolidadas, como o açaí e o cacau, quanto outras que – embora ainda não possuam volume de produção no mesmo patamar, como a andiroba, a castanha-do-brasil e o pirarucu – têm grande potencial de crescimento sustentável e inclusivo”, explica Patricia Pinheiro, coordenadora de projetos do Escolhas e responsável pelo estudo. Segundo Pinheiro, a assistência técnica qualificada e contextualizada tem um papel estratégico para estimular o uso sustentável dos produtos da floresta manejados pelas populações locais, muitas vezes pressionadas pela produção de commodities agrícolas e pela expansão da extração mineral.

Durante os workshops, os participantes debateram potencial de escalabilidade das experiências, a venda artesanal e para indústria, as diferenças entre Ater presencial e híbrida e as peculiaridades das relações estabelecidas em cada uma das cadeias estudadas.

Ela reforça que o serviço de Ater, pela sua complexidade, precisa ser enfrentado de modo intersetorial. Não por acaso, os debates acabaram tocando temas como comunicação, educação, infraestrutura, financiamento. “Todos esses elementos integram um rico conjunto de experiências que precisam ser levadas em consideração no fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade, observando os principais desafios colocados e as soluções desenvolvidas localmente”, afirma.

O estudo mapeou 101 organizações e conversou 66 delas. O grupo analisado foi composto por organizações públicas e privadas, representantes do Sistema S, universidades, Escolas Família Agrícola e Casas Familiares Rurais, Ater comunitárias (cooperativas e associações), movimentos sociais e organizações da sociedade civil. Territorialmente, a pesquisa abrange as regiões do Estuário Amazônico, Marajó e Região Transamazônica, Baixo Tocantins, Baixo Amazonas, Terra do Meio, Médio Solimões e Médio Juruá.

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