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Por Instituto Escolhas
05 maio 2022
2 min de leitura
Prêmio internacional sobre avaliação de impacto é do Brasil
Nesta quinta-feira, dia 5, a gerente de projetos do Instituto Escolhas, Juliana Siqueira-Gay, recebeu o Youth Award concedido pela International Association for Impact Assessment (IAIA), rede global dedicada às melhores práticas de avaliação de impacto para o desenvolvimento de projetos e políticas públicas. A premiação aconteceu na conferência anual da IAIA, realizada em Vancouver, no Canadá.
Juliana foi indicada ao prêmio pelas suas habilidades em pesquisa e modelagem, evidentes na inovadora tese de doutorado, na qual abordou o impacto cumulativo da mineração nas florestas da Amazônia brasileira. “Comecei a analisar as consequências da mineração para além do desmatamento, olhando também para a fragmentação da paisagem que é um importante indutor de perda da biodiversidade e de serviços ecossistêmicos”, explica. “Meu trabalho buscava entender os impactos do Projeto de Lei 191 [que regulariza a mineração em Terra Indígena] e a gente chegou à conclusão que o desmatamento ia aumentar em 20% e causar um prejuízo de 5 bilhões de dólares anuais em perda de benefícios de regulação do clima e das chuvas, além de perda de matérias-primas, alimentos e alguns serviços ecossistêmicos”.
A indicação ao prêmio partiu de outros membros da IAIA e, portanto, representa um amplo reconhecimento sobre o alcance e a relevância do trabalho desenvolvido pela pesquisadora no campo da avaliação de impacto desde o final da sua graduação. “É muito significativo que esse prêmio tenha vindo para uma brasileira, principalmente no contexto atual. Não fui a única a sofrer com os cortes de verbas nas pesquisas nem com sucateamento de todas as instituições voltadas à pesquisa durante o doutorado, que finalizei no ano passado”, celebra. Além de Juliana, outra brasileira foi reconhecida pela IAIA: Iara Verocai, pioneira dos Estudos de Impacto Ambiental no Brasil, recebeu o Life Achievement Award em 2018.
Com o prêmio em mãos, Juliana comemora a validação do seu olhar sobre o que considera “lacunas interessantes” no universo da avaliação de impacto ambiental. “Quero continuar atacando as perguntas inquietantes para continuar causando impacto e trazendo evidências que vão melhorar processos e tornar projetos e planos mais sustentáveis. E o Escolhas é fundamental para levar esse conhecimento para frente e fazer barulho em cima disso”, conclui.
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