Instituto Escolhas realiza curso “Economia e Meio Ambiente: Equilíbrio Geral Computável” em parceria com Nereus/USP


O Instituto Escolhas, em parceria com o
Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (NEREUS – USP), deu início ao curso Economia e Meio Ambiente – Equilíbrio Geral Computável (EGC) nesta quarta-feira (12). O objetivo é apresentar para interessados como o ECG pode ser utilizado para analisar a relação entre meio ambiente e mercado.

Com aulas ministradas pelo professor de economia e doutor Joaquim Bento de Souza, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, ESALQ – USP, o programa é voltado para estudantes e profissionais do setor público e privado e agentes do terceiro setor que desejam conhecer melhor o funcionamento e usos de modelos macroeconômicos para análise de políticas e questões ambientais.

“É um curso que busca inserir esses estudantes e pesquisadores nessa metodologia de pesquisa, relativamente recente e bastante complexa, que tem sido muito utilizada para análise de fenômenos como o das políticas ambientais. Minha expectativa é que ao cabo dessas cinco aulas, essas pessoas estejam habilitadas a ler e interpretar artigos que são produzidos utilizando essa metodologia”, comenta o professor.

Na primeira aula dada no prédio da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Bento de Souza introduziu o tema dos Modelos de Equilíbrio Geral Computável, do qual é um dos pioneiros no estudo no Brasil, além de discutir seu funcionamento e como pode ser aplicado. Segundo ele, o EGC deve ser utilizado para avaliar setores grandes da economia, que apresentam uma quantidade maciça de dados. “Se estou avaliando o aumento de demanda de um pequeno setor da economia eu não preciso de um modelo computável. Agora se estou falando do petróleo ou da transferência de renda feita pelo Bolsa Família, por exemplo, eu vou precisar do EGC”, esclarece.

Para a pesquisadora do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados (IIASA) Aline Soterroni, uma das participantes do curso, seu interesse pelo tema se deu pela vontade de conectar modelos de equilíbrio parcial, que analisam impactos em áreas específicas na economia, com modelos de equilíbrio geral, que procuram explicar efeitos da mesma mudança sobre uma economia inteira. “Tem uma pesquisa de doutorado que o professor Joaquim orientou que busca saber o custo do Código Florestal. Com o uso do equilíbrio geral pudemos saber o impacto do Código Florestal na renda das famílias, na agricultura e no meio ambiente”, afirma a pesquisadora.

Já a estudante de economia da PUC-SP e estagiária do Itaú, Jéssica Ferreira, disse que seu interesse pelo curso veio da vontade de reunir instrumentos que possibilitem determinar os impactos socioambientais do banco. “Nós temos um projeto que está relacionado ao meio ambiente que dialoga diretamente com o que está sendo discutido no curso. Com certeza será muito agregador para a gente”, diz.

O curso é mais uma das ações da Cátedra Escolhas Economia e Meio Ambiente realizada com o patrocínio do Itaú-Unibanco.