Escolhas participará de seminário para debater os desafios das periferias

Sérgio Leitão abordará estudo Quanto Custo Morar Longe

No próximo dia 26 de junho, a Fundação Tide Setúbal, em parceria com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV), realizará o Seminário Encontros e Fronteiras na Cidade, às 14 horas, em São Paulo. Sérgio Leitão, diretor de Relacionamento com a Sociedade do Instituto Escolhas, participará do evento como especialista convidado e abordará questões relativas ao estudo Quanto Custa Morar Longe, que está sendo desenvolvido pelo Instituto.

Leitão participará do painel Dados e Indicadores: onde a conta não fecha?, junto com Eliana Souza e Silva, diretora da Redes da Maré e do Instituto Maria e João Aleixo, e Marco Aurélio Ruediger, diretor do Departamento de Análises de Políticas da FGV.

O encontro também será marcado pelo lançamento da edição especial da Revista Página 22, que tratará de desigualdades socioespaciais e desafios das periferias. A ideia é que os temas abordados sejam debatidos de forma a trazer reflexões ao público quanto à visão que os dados dão às periferias, levantando questões sobre a utilização dessas informações na formulação de políticas públicas e os possíveis caminhos para transformar esses dados em conhecimento para a participação política das comunidades. As discussões serão conduzidas pelas jornalistas Amália Safatle e Andrea Vialli.

Para participar, basta fazer sua inscrição aqui. Confira a programação completa abaixo:

evento

Quanto Custa Morar Longe

O estudo, que está sendo realizado pelo Instituto Escolhas – com previsão de lançamento ainda para 2017 –, pretende ajudar a calcular o custo de morar longe dos centros das cidades para o poder público e para a sociedade.

O trabalho analisa o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e busca entender se o programa está de fato levando em conta todos os custos dessa opção.

Os resultados já permitem observar que as localidades nas quais foram construídas moradias do MCMV se encontram em regiões cujo terreno é mais desvalorizado, onde o tempo para se chegar no trabalho é normalmente superior à média e as notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) também são inferiores. Com isso, os resultados indicam que apesar de beneficiados com uma moradia, as famílias não necessariamente têm uma melhora generalizada em seu bem-estar, dado que vão para regiões mais pobres e com pior infraestrutura e acesso.