Brasil importará energia elétrica de Argentina e Uruguai até o fim de 2018

Medida visa preservar nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas brasileiras

Em razão da falta de chuvas, e com o objetivo de preservar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas brasileiras, o governo publicou ontem (20/9), no Diário Oficial da União, uma portaria que reconhece a necessidade de importar energia elétrica da Argentina e do Uruguai até o final de dezembro de 2018. Segundo matéria publicada pela Gazeta do Povo, como a situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas brasileiras é crítica, o governo também deve realizar campanhas de conscientização do uso da eletricidade pela população.

Uma nota emitida pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), ligado ao Ministério de Minas e Energia (MME), afirma que, apesar do atraso do período úmido, não há risco de desabastecimento de energia no Brasil. Segundo o CMSE, a situação é de cautela para os próximos meses – o que pode demandar que as usinas térmicas caras (e poluentes) voltem a ser ligadas. “Para os próximos dois meses, a previsão é de baixo nível de armazenamento para os subsistemas do SIN e para os principais reservatórios. Foram feitos estudos de sensibilidade desses armazenamentos e indicadas medidas para preservação dos estoques nas usinas hidrelétricas de cabeceira”, afirmou o CMSE em nota.

Escolhendo fontes de energia

Na plataforma #Quantoé? Gerar Energia, lançada em maio desse ano, o Escolhas possibilita ao usuário fazer simulações e escolher em quais fontes de energia o Brasil deve investir para atender sua demanda de eletricidade até 2025, a partir da combinação das setes fontes que compõem a matriz energética brasileira (hidrelétrica, solar, eólica, térmica a biomassa, térmica a gás natural, térmica a carvão e nuclear). A partir da combinação feita, a plataforma calcula o custo para o país e o impacto na conta de luz, além de mostrar as emissões de GEE relativas ao modelo escolhido.

Confira aqui o tutorial para utilizar a plataforma.